Nasce David. Ganha Ramirez no sobrenome. Nasce pródigo, berço tradicional, posição econômica privilegiada. David R. leva o carimbo da esperança na ponta dos dedos. É todo ele esse poço profundo de perspectiva. Um projeto singular, sim, mas não um único poço. David R. essencialmente não tem nada de especial. Nada faz com que ele seja tido como maior do que os homens já crescidos.
Acontece que antes mesmo de David R., vieram as contradições e antes das contradições, as perguntas e indagações. Muito maior que David R. era ele próprio e o passado que o precedera. O pouco que lhe restara era o que tinha pela frente. Era inevitável que o passado lhe roesse a testa sob o peso hermético da gravidade. E era ainda contraído no corpo de um recém-nascido, mas já pensara tudo gravemente.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
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Um comentário:
tô gostando de acompanhar o crescimento do David, pq apagou a fase lobo, é bonito.
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